União das Freguesias de Gavião e Atalaia procede a arranjo de caminhos
União das Freguesias de Gavião e Atalaia • 5 de março de 2026

A equipa de trabalho no terreno da União das Freguesias de Gavião e Atalaia está a recuperar caminhos vicinais do nosso território.
Na imagem, os trabalhos que estão a ser desenvolvido na zona da Lameira Redonda, no alfoz da vila de Gavião. Estas são ações que a União das Freguesias de Gavião e Atalaia desenvolve praticamente durante todo o ano, trabalhos por norma invisíveis mas muito importantes pois mantêm abertos caminhos vicinais que hoje ainda são usados, embora sem frequência de tempos passados.
Manter o território limpo e os caminhos transitáveis são propósitos sempre presentes na agenda da União das Freguesias de Gavião e Atalaia.

A cheia do Tejo dos dias 5 e 6 de fevereiro provocou avultados estragos nos passadiços de Gavião que acompanham o curso do rio Tejo, concretamente os passadiços do Percurso Pedestre Arribas do Tejo (PR1) e do Percurso Pedestre Rota da Sirga (PR8). Estivemos com os Bombeiros Voluntários de Gavião e o departamento técnico de obras numa primeira análise, numa viagem no bote dos bombeiros, dos estragos provocados e avaliados desde já em mais de meio milhão de euros. Depois desta primeira avaliação, outra será feita com mais pormenor, de forma a delinear um plano de recuperação dos passadiços, para adjudicação da obra. Recorde-se que o passadiço do PR 8 viu concluída apenas no ano passado a recuperação da destruição gerada por uma subida anterior do Tejo. Os estragos são extensos nos dois passadiços. Entre o Alamal e a ponte estão em causa quase três quilómetros de passadiço enquanto o PR 8 em grande parte dos seus 6,5 quilómetros é em caminho de pé posto mas nesse troço com alguns pontões que também foram comprometidos, sendo que é na sua parte final que se encontra mais de um quilómetros de passadiços (em grande parte destruídos mas não na totalidade).

O concelho de Gavião e o território da União das Freguesias de Gavião e Atalaia foram fortemente atingidos pelo comboio de tempestades que marcou o final de janeiro e o princípio de fevereiro do ano em curso. A cheia do Tejo, no dia 5 de fevereiro, foi o acontecimento com maior impacto pois o nível do rio subiu mais de três metros e inundou o bar-restaurante do Alamal, o Alamal River Clube e o solar que é seu vizinho, para além de ter tido um forte impacto nos passadiços do PR 1 e do PR 8 (imagem de campo). Prejuízos calculados em mais de meio milhão de euros só nos passadiços, com a Câmara Municipal de Gavião numa primeira avaliação a estimar 1,7 milhões de prejuízos estruturais em todo o concelho. O pavilhão gimnodesportivo de Gavião e a Incubadora de Empresas também viram as suas coberturas efetadas pelos ventos fortes. A Proteção Civil de Gavião registou um total de 113 ocorrências durante uma semana crítica que colocou o concelho de Gavião em situação de contingência , tendo aqui estado presente uma força do exército.

"Até as galinhas têm nome de Santos" é o primeiro romance de Pedro Cabeça e foi apresentado este mês de fevereiro na Biblioteca Municipal de Gavião. A apresentação do livro deste autor com ligações à nossa terra esteve a cargo de João Florindo e João Nascimento. Neste romance, o autor, que é advogado e autor, conta a história de António, um menino que falava com os animais e "tinha fogo por dentro". O romance é uma viagem que nos traz o sabor de memórias de uma ruralidade em esvaziamento e que nos leva à Guiné e também à ìndia. Germano Porfírio, presidente da União das Freguesias de Gavião e Atalaia, esteve presenta na apresentação, bem assim como o presidente da Câmara Municipal de Gavião, António Severino, e o presidente da Assembleia Municipal de Gavião, António Estevinha. Pedro Cabeça nasceu no Entroncamento, em 1968, e reside em Loures.


