NOTÍCIAS

Por União das Freguesias de Gavião e Atalaia 25 de março de 2025
Na aldeia de Cadafaz , ainda altaneira mas onde já se sente o rumor das águas do Tejo, a capela de Nossa Senhora de Fátima é o local de culto da comunidade local.

É uma pequena mas curiosa capela, onde se destaca a sua pequena torre sineira e uma galilé a que se acede por uma pequena escadaria. Galilé suportada por quatro colunas de granito. A destacar também o óculo que se vê na fachada.

Esta capela é também um pódio de onde se avista uma panorama amplo que inclui o núcleo central desta aldeia do nosso território mas também o castelo de Belver e o extremo sul das terras da Beira Baixa, como seja a serra do Bando, já em Mação.

Esta capela é também um dos pontos de paragem da procissão aquática de Nossa Senhora dos Avieiros , momento sempre acompanhado por uma procissão desde a estrada do Alamal até a este local de culto.

Por União das Freguesias de Gavião e Atalaia 17 de março de 2025
Com o auditório da Incubadora de Empresas de Gavião muito bem preenchido, decorreu no passado dia 16 de março o II Encontro Associativo - "Desafio e Atitudes" , promovido pela Câmara Municipal de Gavião .

Um encontro que contou com a presença também do presidente da União das Freguesias de Gavião e Atalaia e igualmente com representantes das associações do nosso território. Também marcou presença o executivo municipal, a chefe da divisão financeira da autarquia, Sandra Simões e o presidente da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura , Recreio e Desporto, João Bermardino.

"O apoio ao associativismo para nós é um reconhecimento da importância do trabalho desenvolvido por todos, como fator determinante de desenvolvimento da sociedade, enquanto parceiros privilegiados no serviço ao bem comum", referiu o anfitrião deste encontro que serviu para rever a legislação que estabelece a ligação entre as associações e o poder local.

O encontro terminou com um almoço na Associação de Caça e Pesca da Freguesia de Gavião .

Por União das Freguesias de Gavião e Atalaia 14 de março de 2025
Está a decorrer em Alter do Chão uma formação da ANAFRE - Associação Nacional de Freguesias - dedicada à área jurídica. O evento decorre no Cine Teatro Municipal de Alter do Chão, reunindo vários autarcas, sob a organização da delegação de Portalegre desta associação de freguesias.

Germano Porfírio , presidente da União das Freguesias de Gavião e Atalaia, e Martina de Jesus , presidente da Junta de Freguesia de Belver e dirigente nacional da ANFRE, estão presentes nesta formação.

A formação contínua é essencial para o funcionamento das juntas de freguesia, a unidade autárquica mais pequena mas também aquela que define uma maior proximidade com os cidadãos.

Durante a manhã de hoje, 14 de março, falou-se do Código do Procedimento Administrativo e da emissão de documentos pelas juntas (especialmente atestados). A tarde será dedicada aos regulamentos, à modernização administrativa (livro de reclamações, obrigações do sítio da internet, etc,.) e à lei que define o código de conduta e as obrigações declarativas dos eleitos locais.

Para além dos seus mais altos dirigentes, a nossa união de freguesias e a freguesia de Belver também deslocaram até Alter do Chão alguns dos seus funcionários que regularmente estão no front desk das respetivas autarquias.

Portugal tem hoje  3 091 freguesias mas a Assembleia da República acaba de aprovar a desagregação de 135 uniões de freguesias, criando 302 novas freguesias.

Por União das Freguesias de Gavião e Atalaia 13 de março de 2025
Quem do Alamal observa a outra margem do Tejo há dois meses que observa trabalhos na Linha da Beira Baixa .

Trata-se de uma obra da Infraestruturas de Portugal que visa a substituição da passagem hidráulica existente ao quilómetro 26,388 desta linha por uma nova infraestrutura redimensionada, visando repor a sua função estrutural.

"Esta intervenção visa restabelecer o correto escoamento da linha de água existente junto da Barragem de Belver e garantir as ações de inspeção e manutenção regulares", informa a IP.

A obra está associada a um investimento superior a um milhão de euros e passa pela montagem de uma estrutura de suspensão de via, execução de contenções provisórias e escavação no local da futura estrutura, execução de ensecadeiras que permitam a realização dos trabalhos da nova PH a seco, execução de quadro em betão armado, aterro e reposição da superestrutura de via.

Recorde-se que a IP, há pouco mais de um ano, concluiu uma obra de cerca de um milhão de euros nos túneis do Outeiro, também no percurso da Linha da Beira Baixa no concelho de Gavião.

Por União das Freguesias de Gavião e Atalaia 12 de março de 2025
A barragem de Belver define toda uma paisagem no vale que o Tejo durante longos anos inundou sem a exuberância de água que hoje conhecemos na albufeira formada pela parede de betão. Mas, curiosamente, as descargas de inverno da barragem levam-nos sempre para o tempo de um Tejo livre de obstáculos não naturais e que corria rápido muitas vezes.

Esta semana, a barragem está a descarregar em força [ver VÍDEO]. Uma barragem começou a produzir em 1951 e que é uma das duas barragens portuguesas do Tejo - a outra é o Fratel, a montante.

Em 2004, a EDP procedeu à reabilitação das dez comportas e há um ano e meio reforçou a passagem para viaturas que une as duas margens do Tejo (Ortiga-Gavião). Esta barragem de gravidade tem uma altura de 30 metros desde a sua fundação. As suas dez comportas vagão têm uma capacidade de descarregamento de 18000 m3/s. Em média, por ano, Belver produz 176 GWh.

Com a sua parede em Ortiga e em Gavião, curiosamente é por "Belver" que esta barragem em betão assente em xisto é conhecida, cuja construção é contemporânea das centrais de Pracana (1950), no Ocreza, e Castelo do Bode (1951), no Zêzere. 

Inicialmente pertença da Hidroelétrica do Alto Alentejo, a central de Belver é hoje da EDP Produção, situando-se também na foz da Ribeira das Eiras, que desagua entre Ortiga e Belver.


Por União das Freguesias de Gavião e Atalaia 7 de março de 2025
O Clube Atlético e Recreativo da Atalaia também "marcou o ponto" na passagem da época carnavalesca, realizando um baile e um concurso de máscaras.

Com a juventude sempre presente, também de serviço ao bar, a criatividade foi um facto e a animação uma onda que foi crescendo  [ver VÍDEO] com o decorrer da noite.

Tudo muda e muitas tradições ficam perdidas na história mas na Atalaia a resiliência é uma realidade com grande expressão nas atividades realizadas pela associação que se esforça também para manter um serviço de bar e café a funcionar numa aldeia que deixou há cerca de um ano de ter abertos estabelecimentos deste género.

Ficam aqui algumas imagens, portanto, de uma noite de Carnaval que...valeu!
Por União das Freguesias de Gavião e Atalaia 27 de fevereiro de 2025

O presidente da União das Freguesias de Gavião participou na última Assembleia Municipal de Gavião , realizada no passado dia 24 de fevereiro, no salão nobre da Câmara Municipal de Gavião , e teve uma intervenção a propósito do processo de reconstrução do muro do cemitério da Atalaia .

Como é sabido, parte do muro do cemitério colapsou em outubro do ano passado, na sequência de um período de chuva intensa, e a união das freguesias rapidamente abriu um processo no sentido da retoma da normalidade, envolvendo a Câmara Municipal de Gavião.

O compromisso assumido pelas duas partes permitiu partir de imediato para a elaboração de um projeto e para a disponibilização de verbas do orçamento da autarquia para a reconstrução do muro. A obra de reconstrução terá um custo aproximado de 25 mil euros.

Está tudo pronto para o arranque da empreitada mas subsiste um obstáculo para ultrapassar: abrir caminho para a passagem das máquinas necessárias para a execução da obra. A Câmara Municipal de Gavião, em reunião recente, aprovou o financiamento.

“O muro vai ser feito e, segundo a empresa contratada, só serão necessários três dias para colocar o novo muro”, referiu Germano Porfírio. O presidente da união das freguesias já tinha estado no terreno com a equipa técnica da autarquia [imagem abaixo], no final de outubro, para avaliar a situação. O empreiteiro responsável pela obra, por sua vez, também já esteve em janeiro no local.


Por União das Freguesias de Gavião e Atalaia 22 de fevereiro de 2025
Num concelho com apenas 3.400 habitantes, o fomento do desporto juvenil é um desígnio que se impõe. O Clube Gavionense cumpre-o e estas imagens demonstram-no cabalmente.

No seu primeiro ano de atividade, a equipa de sub 10 do clube de Gavião vai fazendo o seu percurso e consolidando uma progressão que levará muitos dos rapazes e raparigas que a integram um dia a serem praticantes seniores da modalidade futebol. Mas sobretudo é algo que os fará pessoas melhores.

Com o apoio das famílias, estes jovens encontram na terra onde vivem uma forma de praticar desporto e de conviver. E o que têm vindo a demonstrar em campo é uma marca de futuro do concelho onde habitam.

Por União das Freguesias de Gavião e Atalaia 21 de fevereiro de 2025
A ribeira que hoje corre para o Tejo vinda da Amieira Cova, como parte de uma bacia hidrográfica de 26,7 km2, dá pelo nome de ribeira da Represa por uma razão muito óbvia: durante muitos anos as suas águas foram contidas por uma sólida barragem com dez metros de parede, no local hoje junto do desvio para a barragem de Belver/Ortiga na estrada nacional 118.

A barragem está quase toda de pé logo ali, junto a uma ponte mais moderna mas que perdeu serventia depois do aterro feito para o traçado atual da nacional 118.

A paisagem que hoje ali vemos nada tem a ver com a paisagem do tempo de vida ativa da barragem que hoje mal se vê devido à cobertura vegetal. Mas que está ali.

Desde quando? A resposta pode ser encontrada num estudo de 1986 da autoria de António de Carvalho Quintela, João Luiz Cardoso (arqueólogo natural de Belver) e José Manuel Mascarenhas sobre aproveitamentos hidráulicos romanos a Sul do Tejo. Mas esta barragem não será de origem romana, conforme é explicado neste estudo.

Esta barragem dava origem a uma albufeira com o comprimento de 900 metros e uma área inundada de 174 mil metros quadrados, isto é, 17,4 hectares. A maior área inundada das barragens incluídas neste estudo, a beneficiar do vale de fundo plano que se desenvolvia para montante da barragem (hoje cortado pelo aterro da nacional 118).

Estamos perante uma grande estrutura, constituída por dois muros de alvenaria argamassada, contraventados interiormente, com um enchimento de aterro na parte intermédia. O xisto foi o material de construção usado, aparelhado na horizontal mas sem os acabamentos perfeitos dos paramentos romanos.

Na base, os muros têm uma espessura de 2,5 metros e no topo de 1,8 metros, ou seja, podia-se caminhar sobre a parede.

Só se conhecem três barragens romanas deste tipo, na Turquia Ocidental e na Anatólia.

O estudo, que também está datado, aponta para a construção desta barragem que é património de Gavião em época filipina, quando Filipe II mandou para Portugal os seus engenheiros hidráulicos. Com as devidas reservas pois esta barragem, como se escreveu em 1986, carece de novos trabalhos arqueológicos e de pesquisa documental.

Na imagem de baixo podem apreciar os pormenores topográficos e também os cortes das paredes desta barragem, com a escala a definir a sua grandeza. Uma barragem que na sua época seria tão relevante como a contemporânea barragem de Belver, definindo no hoje lugar da Represa uma paisagem bem diferente da atual.



Por União das Freguesias de Gavião e Atalaia 19 de fevereiro de 2025
Com os seus quase 78 km2 de território, a União das Freguesias de Gavião e Atalaia tem uma vertente urbana, na vila sede do concelho, e outra rural e natural.

Como acontece na Atalaia, freguesia que se agregou em 2013 a Gavião. Onde, numa das nossas rondas semanais, fomos encontrar um caminho vicional tão condicionado como IC 19 em hora de ponta.

E foi assim que tivemos de dar prioridade ao belo rebanho  [vídeo]  de Túlia Chambel, também secretária da nossa união das freguesias e proprietária do único lagar em funcionamento regular no concelho de Gavião.

Ainda há vida no campo pois pessoas como a Tulínea não deixam morrer o sector primário da nossa economia.

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